terça-feira, janeiro 21, 2020

Lucro líquido do BRB alcança R$ 121,9 milhões no terceiro trimestre

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O Banco de Brasília (BRB) alçou um lucro líquido recorrente de cerca de R$ 121,9 milhões neste terceiro trimestre de 2019. Isso representa crescimento um de 129,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio do banco do Distrito Federal foi de mais de  20%. Este crescimento aconteceu pelo aumento da margem financeira da estatal, causado por receitas com tarifas e também prestação de serviços, além de redução das despesas com devedores duvidosos e controle de gastos das despesas com pessoal e administrativas.

O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, sobre o lucro do banco, disse: “os resultados alcançados nos nove meses de 2019 refletem um novo posicionamento estratégico do BRB, mais competitivo, digital e focado em aprofundar o relacionamento com seus clientes pessoa física e jurídica”, falou.

 

Há 13 anos o Brics criou a cooperação entre economias emergentes

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brics

Há 13 anos, em 2001, o economista britânico Jim O’Neill, que trabalhava à época como chefe de Pesquisas Econômicas Globais do banco Goldman Sachs, cunhou o termo Bric. Na época ainda não havia a entrada da África do Sul.

Na ocasião ele cunhou o termo para falar do crescimento das quatro economias emergentes, do Brasil, da Rússia, da Índia e da China. Durante o século 21, segundo o jornalista, esses países começaram a dividir o poder econômico global com o G7, grupo das economias mais ricas do mundo.

Em 2006, numa reunião de ministros das Relações Exteriores daqueles países em Nova York, o grupo formalizou o Brics. O primeiro aconteceu em Ecaterimburgo, na Rússia, em 2009. Na época, os presidentes dos países concordaram em um mecanismo de cooperação mútua entre os países.

No ano seguinte aconteceu a segunda cúpula, aqui no Brasil e o então presidente da África do Sul, Jacob Zuma, compareceu, juntando aquela economia aos países, virando Brics.

Encontro do Brics vai fechar Esplanada dos Ministérios

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(Osaka - Japão, 28/06/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante foto de família dos Líderes dos BRICS. Foto: Alan Santos / PR

Devido ao encontro do Brics, encontro dos países Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul que ocorrerá em Brasília, as vias S1 e N1, da Esplanada, mais as pistas S2 e N2,  vão ficar fechadas por cerca de 48 horas. O s horários serão entre a meia-noite de quarta (13/11/2019) e 0h de quinta-feira (14/11/2019).

Educação de Jovens e Adultos é debate na Câmara Legislativa do DF

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Educação para Jovens e Adultos

A Educação de Jovens e Adultos foi tema hoje de Câmara Legislativa do DF hoje, dia 04/11/2019. A audiência pública trata do tema da educação, mais especificamente soube Educação para Jovens e Adultos (EJA).

A proposta foi feita pelo deputado Chico Vigilante (PT), e está prevista para ter início às  19 horas no plenário da Câmara Legislativa. Entre os temas que serão debatidos estão soluções e  políticas públicas, dentro do Plano Distrital de Ensino e no Plano Nacional de Educação do Distrito Federal.

A Educação para Jovens e Adultos (EJA), foi criado pelo Decreto nº 6093 de 24 de abril de 2007, visando a universalização e alfabetização de Jovens e Adultos, a partir dos 15 anos de idade. A proposta era englobar a educação básica por completo, a fim de auxiliar os estudos de estudantes atrasados no tempo ou que não tiveram oportunidade de concluí-los na idade regular.

Sobre a pauta de hoje na CLDF, Chico Vigilante disse: “Acredito que a educação deve ser entendida como uma prática libertadora. Ela tem o papel de reconstruir a sociedade, por meio da homogeneização das desigualdades, formando indivíduos críticos, conscientes e estimulados para o desenvolvimento cognitivo e socioeconômico”.

Pesquisa da Codeplan mostra que 21% dos brasilienses são empreendedores

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Uma pesquisa feita pela Codeplan, a Companhia de Planejamento do Distrito Federal, revelou que 21% dos brasilienses são empreendedores. Cerca de 297 mil pessoas no DF trabalham com empreendedorismo, o que corresponde a 67,1%. A pesquisa mostrou também que 42% deste montante trabalham com regiões de média e baixa renda.

Publicado nesta nesta terça-feira (29) o boletim mostrou que a média é de 297 mil pessoas trabalhando com empreendedorismo, o que corresponde a 21,7% de pessoas com ocupação no Distrito federal.

Segundo a pesquisa, 67,1% dos empreendedores locais estavam trabalhando como autônomos, depois vinha os empregadores 17,9%, depois os profissionais liberais, 9,1% e por fim os donos de negócio familiar, que correspondem a 5,9% do total.

Comitê de Política Monetária do BC deve reduzir taxa Selic a 5%

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O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, deverá reduzir a 0,5 p.p. a taxa básica de juros, a Taxa Selic. A redução será de 5,5% para 5% ao ano, o menor da média histórica.

Conforme especialistas haverá flexibilização dos juros, já que a economia se recupera gradualmente e a inflação está em baixa. A maioria das projeções econômicas apontam que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) vai ficar em 3,26% no fim de 2019, ou seja, quase 1 p.p. abaixo da inflação que apontou 4,25% em 2019.

Governadores dos estados debatem juntos investimentos em segurança pública

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A comissão, formada por governadores de cinco estados da Federação, vai discutir a segurança pública nos estados a partir da necessidade de mais investimentos do Governo Federal na área de segurança pública.

A reunião contou com os governadores Flávio Dino (MA), Wilson Witzel (RJ), Renato Casagrande (ES), Mauro Mendes (MT) e Carlos Moisés (SC) em Brasília, durante o Fórum de Governadores.

Ibaneis, governador do DF, foi o coordenador da reunião. 

Reunião de Governadores

Versão eletrônica do DOU economizou, desde 2016, mais de R$ 2 milhões aos cofres do GDF

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O DOU do DF passou, em 2016, a ser totalmente digital. O jornal, antes em papel, custava cerca de R$ 2 milhões por ano, pois seus gastos incluíam a impressão, a diagramação e outros itens gráficos, por exemplo.

O subsecretário de Atos Oficiais da Casa Civil, Guilherme Hamu, falou sobre o DOU: “Hoje, nossos custos giram em torno de R$ 900 mil [por ano]. Não temos mais que fazer a distribuição em administrações regionais e outros órgãos públicos. Com isso, economizamos combustível, pessoal e tempo”, explicou. Além do mais, segundo ele, entre 2001 e 2016, já havia versão online sem validação oficial, que servia apenas para consulta. Com a oficialização, o documento gerou aumento de mais de 400% de visualizações.

História do Bitcoin

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A história do Bitcoin pode ser considerada revolucionária porque nasceu de um conceito anarquista atrelado à criptografia, até sua chegada ao mainstream

A história do Bitcoin, primeira moeda digital utilizada em larga escala, é conhecida por quase todo mundo: Em 2008, Satoshi Nakamoto, um japonês ou um grupo de programadores – pois não se sabe quem está por trás do pseudônimo – postou o protocolo original do Bitcoin, conhecido como White Paper, na lista de discussão do The Cryptography Mailing, assim como o registro de domínio bitcoin.org foi anunciado. No ínterim de dois anos, o personagem ainda se mantinha ativo no fórum BitcoinTalk, modificando a rede e o protocolo de sua criação1. Sua última atividade no fórum, porém, é datada a 12 de dezembro de 2010 e versa sobre segurança de ataques DoS.

No livro Teoria do dinheiro e da moeda fiduciária, Ludwig von Mises, economista da Escola Austríaca de pensamento econômico, apresenta o chamado “Teorema da Regressão” no qual exprime que é praticamente impossível que surja algum tipo de dinheiro que seja imediatamente um meio de troca, de modo instantâneo. Segundo o teórico, o status de um bem só é alcançado se já houver valor deste como mercadoria. Somente a partir de seu uso mercadológico uma moeda começa a vigorar como dinheiro. Esta realidade, porém, se deu no mesmo ano em que Satoshi Nakamoto fez sua última análise no BitcoinTalk.

Em maio de 2010, um programador americano de ascendência húngara, Laszlo Hanyecz, estava com fome. Segundo a mitologia em torno da história, Laszlo resolveu comprar uma Papa John’s Pizza de seu amigo Jeremy Sturdivant, conhecido como Jercos, por cerca de 25 dólares. No intento, não tinha nenhum dólar no bolso, por isso pagou 10.000 BTC, o que equivaleria hoje a mais de 140 mil dólares2. A história da “pizza mais cara de todos os tempos” virou lenda e até hoje atrai traders, analistas de mercado, leigos e entusiastas em tecnologia, especialmente os que se arriscam na compra e venda de commodities criptográficas.

Criptografia

Em 1975, o mundo vivia sob o jugo obscuro da Guerra Fria e as tropas estadounidenses saíram derrotadas do Vietnã, vencidas pelos comunistas do Norte. Naquela época, somente a NSA (Agência de Segurança norte-americana), possuía o monopólio de algo parecido com criptografia, a Data Encryption Standard, algo bastante rudimentar para o que viria a seguir. Porém, no MIT, o renomado instituto de engenharia, um jovem estudante chamado Whitfield Diffie, um assistente computacional de 31 anos, criou, em conjunto com Martin Hellman, um criptógrafo weird, o Método Diffie-Hellman de criptografia, no qual se encapsula o próprio Bitcoin. O âmago do projeto deu-se a partir dos questionamentos do tipo “como trocar mensagens cifradas?” ou “como mandar um e-mail com informações que, a partir de seu transporte, contém segredos os quais somente o destinatário final poderá ter acesso?”, até o desfecho daquilo que ficou conhecido como o primeiro conceito de Criptografia de Chave Pública3 fora de qualquer domínio governamental.

O Modelo Diffie-Hellman consistia em proteger as informações a partir de uma codificação de mensagens originais, conhecida como “texto simples”, pelo uso de uma chave. Desta feita, a chave mudaria todas as letras da mensagem para que qualquer pessoa que tentasse lê-la durante o envio, interpretaria somente um “cyphertext”. Quando a mensagem assim chegasse ao destinatário, este usaria a mesma chave para decifrar o código, retornando ao texto simples. Algo que se usa até hoje. O trabalho do duo durou cerca de dois anos, a partir do protocolo de trocas de chaves com funções unidirecionais dadas pela aritmética modular, até resolver o axioma da criptografia assimétrica. O método foi baseado nas operações com logaritmos discretos. Uma maior influência deu-se para o Bitcoin dentro da própria forma de mineração: Se o número primo for muito grande, o computador irá gastar muito tempo para calcular o logaritmo discreto, pois o problema é, do ponto de vista computacional, extremamente complexo.

Cypherpunks

Desde o surgimento da internet4, contudo, os usuários já se preocupavam com a privacidade na rede, pois suas informações poderiam ser interceptadas por governos ou corporações, já que não havia, naquela época, nos primórdios da comutação de pacotes em redes, qualquer mecanismo efetivo que protegesse os dados transportados. Ato contínuo, em fins dos anos 1980, surgiu um movimento que tomaria para si as rédeas da segurança na comunicação pela internet: o Movimento Cypherpunk5, que levantava a bandeira da criptografia como como forma de obter democracia atrelada à privacidade na rede6.

Isto posto, em 1992, o grupo composto por ativistas, filósofos, matemáticos, cripto-anarquistas e hackers que lutavam em defesa da privacidade online e da criptografia como forma de aprimoramento de espaços invisíveis na rede, buscava mudanças sociais e políticas através de chaves criptográficas e da internet livre, além de fazer resistência ao establishment. Os cypherpunks, os quais tiveram o termo cunhado pela lendária St. Jude7, e que se comunicavam em rede através de uma extensa lista de e-mails, assim como o próprio Satoshi Nakamoto no início do projeto Bitcoin, escreveram naquele ano o Manifesto Cypherpunk ou Manifesto do Cripto-Anarquismo, no qual pode ser lido que “a privacidade se faz necessária para termos uma sociedade aberta na era eletrônica”. Assim, através dos códigos criptográficos, eles pensavam que iriam inibir o controle governamental e regulatório de dados entre o tráfego de informações na rede a favor da liberdade de expressão e privacidade, dentre outros direitos fundamentais.

 

Capa da revista Wired de maio/junho de 1993, com os Cypherpunks

 

 

 

 

 

Durante o boom da era do acesso comercial da internet, nos anos 90, Tim May, John Gilmore e Eric Hughes, expoentes do movimento, foram capa da revista Wired, na qual apareciam usando máscaras à lá Anonymous e segurando uma bandeira dos EUA, em uma matéria intitulada “Rebeldes com causa”. Assim, os cypherpunks afirmaram que, diante de uma transação financeira, ao utilizar criptografia, os atores envolvidos somente deveriam ter conhecimento e acesso ao que é estritamente necessário na operação, para segurança de ambas as partes no processo. Ganhou-se a partir daí a ideia de um dinheiro digital cujo valor e proteção não dependesse de uma organização que não o emitisse de forma convencional, como o governo.

Primórdios conceituais 

O conceito de moeda digital já existe há tempos. Os antigos protocolos de e-cash8 surgidos nas décadas de 1980 e 1990 utilizavam o Chaumian blinding9 para garantir a privacidade, porém este já continha a falha de obter um intermediário centralizado até àquela época. Em 1998, todavia, Wen Dai, um engenheiro computacional e mais tarde cypheranarquista10 e detentor de patentes que mais adiante seriam entregues à Microsoft, escreveu um artigo na comunidade cypherpunk no qual lançava mão de uma proposta teórica e apresentava seu projeto, o b-Money.

O b-Money seria então uma forma inteiramente digital e descentralizada de monetização de um ativo. Em suas palavras, um “sistema de ‘caixa eletrônico’ privado e descentralizado”, onde o dinheiro seria transacionado a todos os participantes. A criação do b-Money deu-se a partir da proposta de criar dinheiro através da solução de enigmas computacionais de conceito descentralizado, o que posteriormente seria somado RPOW de Finney e mais tarde, como se provou no White Peper, ao Bitcoin.

Na virada do milênio, todavia, Nick Szabo, cientista da computação, publicou um ensaio em que descrevia um sistema para moedas digitais descentralizadas com comprovantes em escalas de trabalho, atreladas à chaves públicas e assinaturas digitais. O projeto foi denominado Bit Gold, conquanto em seu escopo provasse que o valor da moeda digital fosse de difícil criação, utilizando-se para tanto as provas de trabalhos como valor do mesmo.

Nesta estrutura, o participante dedicaria seu poder computacional para resolver enigmas criptográficos que seriam enviados a um registro público e posteriormente atribuídos a uma chave pública, formando assim uma cadeia crescente de novas propriedades. Desta feita, a rede faria a verificação e “mineração” de novas moedas. Esta teoria foi descrita em seu famoso artigo As origens do dinheiro. Essa estrutura foi posteriormente usada por Nakamoto para a concepção de seu projeto, rastreada em leituras do protocolo original do Bitcoin.

Prova de Trabalho 

A ideia inicial de um Proof of Work, isto é, uma Prova de Trabalho, protocolo que exige um trabalhoso esforço de cálculo computacional a fim de demonstrar que se realizou alguma tarefa, surgiu a partir do combate de lixo eletrônico e spams em e-mails, os junk mails. Quatro anos depois, em 1997, Adam Back criou o modelo Hashcash, também para para combater spams, que por sua vez deram base para o que mais a frente seriam as Provas de Trabalhos Reusáveis (RPOW), proposta por Hal Finney11, submetidas ao White Paper de Satoshi Nakamoto para concepção original do Bitcoin, as quais mais tarde tornaram-se parte do algoritmo de prova para sua mineração.

Posteriormente outras criptomoedas que surgiram na sequência também a utilizaram, ao replicar o código-fonte do Bitcoin para criar outro ativo. Além de resolver atualizações assíncronas da própria rede peer-to-peer a favor da comercialização destas moedas, o modelo de Finney permitiu que houvesse trocas de ativos sem intermediários, dentro de um banco de dados descentralizado, a Blockchain, resolvendo assim o Problema de Duplo Gasto12. Na esteira, oProof-of-work constituiu-se como uma revolução, à medida que proveu um algoritmo que permitiu que se formassem nós dentro de uma rede coletiva, como um peer-2-peer, e que estes nós entrassem “em consenso” dentro do próprio livro-razão, que é a Blockchain.

Blockchain e o White Paper

Considerada pelo The Economist como “A próxima Grande Coisa”, a Blockchain, isto é, uma cadeia de blocos, nada mais é do que uma base de dados descentralizados ou em processo de distribuição contínua que mantém registros em ordenação racional, os chamados blocos. Em síntese, um livro contábil que registra todas as transações de Bitcoin. Este ano, 2018, o Bitcoin completa uma década e consigo a Blockchain, concebida originalmente no White Paper original onde está seu protocolo. A primeira ideia do que viria a ser a cadeia de blocos, porém, é um pouco mais antiga.

A ideia inicial de uma cadeia de blocos criptográfica foi descrita em 1991 por Sturt Haber e W. Scott Stornetta no ensaio intitulado “How to time-stamp a digital document“. No ano seguinte, eles incorporaram o trabalho aos estudos de Ralph Merkle, transformando-o numa “blockchain” com melhoria e eficiência, dado que coletavam dados computacionais a um bloco. Logo, resolveram o problema da marca temporal de documentos digitais, usando para tanto as funções hash de criptografia tanto para garantir a ordenação de informações quanto para que as mesmas não sofressem adulterações posteriores. A partir da incorporação da Árvore de Merkle13, Haber e Stornetta puderam coletar diversos documentos em um só bloco.

Satoshi Nakamoto, no White Paper, apenas incorporou esta ideia da Blockchain como Livro-Razão para resolver problemas de gastos duplos e registro de transações, o que extirpa a participação de terceiros nos processos de compra e venda pela internet, conceito central do Bitcoin. A partir dessa premissa, ratificado dentro da Blockchain, duas pessoas podem interagir sem a necessidade de uma terceira pessoa, isto é um intermediário como um banco, por exemplo. Assim, dentro da cadeia de blocos cada transação é registrada, imprimindo assim no sistema que a operação foi validada. Ademais, todos os que participam dessa lógica, computadores e nós das redes, chegam a um consenso sobre um histórico apenas e processam só as transações relativas a este.

Atualmente, a Blockchain é usada por diversas criptomoedas, fora o Bitcoin. E há ainda mais projetos de como utilizar esta tecnologia para outros fins como em cartórios, bibliotecas, bancos e mercado financeiro, por exemplo. Mesmo os pessimistas que desacreditam no Bitcoin, pensam eles na Blockchain como forma de diminuir custos e aumentar a segurança e privacidade. Um exemplo disso é o Banco Central brasileiro, que desaprova o uso da moeda, mas elogia a tecnologia. Para o bem ou para o mal, o Bitcoin é uma revolução, e sua história, fascinante.

 

1  Em janeiro de 2009 foi lançado a versão “beta”, chamada Bitcoin 0.1 (posteriormente Bitcoin 0.2), época em que marcou sua primeira cotação no New Liberty Standard, calculado pela medição do custo da eletricidade de um computador para minerar moedas multiplicado pelo custo residencial médio de energia em uma residência americana no ano anterior. 

2  Na cotação de ontem, o valor da pizza de Jercos bateria mais de R$ 450 mil reais.

3 Conhecida também como Criptografia Assimétrica, esta é baseada em algoritmos que requerem duas chaves, uma privada e outra pública. 

4 A Arpanet, a “mãe” da internet, já funcionava com chaveamento de pacotes, em um conjunto de transmissão de dados entre uma rede a qual as informações eram quebradas e divididas em pacotes que carregavam dados entre o pc que os enviava até seu destinatário final, sem qualquer tipo de proteção, todavia.

5 Trocadilho com o Cyberpunk, espécie de subgênero da ficção científica, utilizado pela primeira vez por Bruce Bethke em 1983 e popularizado depois no livro Neuromancer de William Gibson, um clássico do Sci-Fi onde proliferavam cowboys do espaço. Cypherpunks são conhecidos também os ativistas da rede, tais como Edward Snowden e Julian Assange. Este último publicou um livro homônimo a respeito de anarquia e criptografia, lançado no Brasil pela Boitempo editorial, em 2012. 

6 Atualmente existem anúncios que “perseguem” os usuários. Por exemplo, você pesquisa sobre o termo “sandálias” no Google e depois que você fecha a página a qual o termo foi buscado, outras propagandas de calçados similares aparecem como propaganda. Este, por exemplo, é o Remarketing, uma estratégia de Marketing Digital que usa seus dados colhidos de redes sociais ou pesquisas nos mecanismos de busca ou mesmo a partir dos cookies de seu computador para formar seu “perfil como consumidor” e assim angariar suas compras futuras. 

7 Jude Milhon, cyberativista-feminista, morta em 2003, era donas de frases de efeito como “Garotas precisam de modens!” ou “Dê-nos a largura de banda ou nos mate!”. Participara de uma “comuna de programação esquerdista-revolucionária”, em suas próprias palavras, que constituiu assim o primeiro sistema público de informática online, o famoso projeto Community Memory, em Berkley, em 1973, em uma época a qual a internet pertencia a somente dois pólos: o Exército americano e algumas universidades. Cunhou o termo a partir da junção das palavras cypher, em referência à criptografia e punk a partir do conceito de Do it yourself, característica desta tribo urbana. Em 2006, o verbete cypherpunk foi incluído no Oxford English Dictionary.

8 E-cash também foi o nome de um dinheiro eletrônico criptográfico concebido em 1983 por David Chaum para sua empresa, a Digicash. Implementado por apenas um banco, o Mark Twain, em Saint Louis, foi utilizado nos EUA até 1998.

9 Utilizado até hoje como parte do mecanismo de privacidade do Ethereum. 

10 Wen Dai começava seu ensaio na comunidade Cypherpunk com as seguintes palavras: “Estou fascinado com a cripto-anarquia de Tim May. Ao contrário das comunidades tradicionalmente associadas à palavra ‘anarquia’, em uma cripto-anarquia, o governo não é temporariamente destruído, mas pouco a pouco vetado, até fazer-se desnecessário”.

11 Conforme a lenda, Hal Finney, foi precursor do Bitcoin porque recebeu a primeira transação de Bitcoin das mãos de Satoshi Nakamoto. Segundo o The Washington Post, em reportagem de janeiro de 2014, ano da morte de Finney, ele descreve como foi receber a primeira transação da moeda “Quando Satoshi anunciou o lançamento [do Bitcoin], fui a primeira pessoa a adquirir. Extraí o bloco 70 e fui seu primeiro destinatário. Conversei com Satoshi por e-mail, relatei erros e sugeri correções”.

12 Problema de Gasto Duplo é uma falha da Computação Distribuída, no qual um usuário gasta os mesmos ativos por mais de uma vez (i.e., gasta duas vezes o mesmo dinheiro). É distinto em ciptomoedas sortidas. No Bitcoin é usado como um problema atrelado a um paradoxo, o Problema dos Generais Bizantinos, um enigma quase insolúvel para a Ciência da Computação moderna no qual é testada a confiabilidade de uma rede descentralizada de replicar a informação certa e se proteger de potenciais sabotadores. Isto é feito criando-se um número de hash específico para cada bloco e cada transação.

13 A Árvore de Merkle foi teorizada em 1979 por Ralph Merkle e é usada atualmente em hash para proteger dados armazenados. É uma estrutura de dados que permite uma verificação não complexa de informações em um determinado local – no caso supracitado, a própria cadeia de blocos. 

Por Lucas Daniel Tomáz de Aquino

 

Referências

Eric Hughes – A Cypherpunk Manifesto
[em inglês] https://www.activism.net/cypherpunk/manifesto.html

Steven Levy – Crypto Rebels in Wired Magazine, (02/01/1993)
[em inglês] https://www.wired.com/1993/02/crypto-rebels/

White Paper Bitcoin: A Peer-to-peer Eletronic Cash System – Satoshi Nakamoto (2008)
[em inglês] https://bitcoin.org/bitcoin.pdf
The Washington Post – Hal Finney received the first Bitcoin transaction. Here’s how he describes it
[em inglês] https://www.washingtonpost.com/news/the-switch/wp/2014/01/03/hal-finney-received-the-first-bitcoin-transaction-heres-how-he-describes-it/?utm_term=.f3a07b9665f4

Última postagem de Satoshi Nakamoto in Bitcoin Talk (12/12/2010)
[em inglês] https://bitcointalk.org/index.php?action=profile;threads;u=3;sa=showPosts

Wen Dai – B-Money (1998)
[em inglês] http://www.weidai.com/bmoney.txt

The Economist – The next Big Thing (09/05/2015)
[em inglês] https://www.economist.com/news/special-report/21650295-or-it-next-big-thing

Sturt Haber e W. Scott Stornetta – “How to time-stamp a digital document” (1991)
[em inglês] https://crl.anf.es/pdf/Haber_Stornetta.pdf

História do Mercado Forex

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Na Era Moderna, a História do Forex confunde-se com o Padrão Ouro e a consolidação do Capitalismo

Forex é o acrônimo de Foreign Exchange, algo como “mercado de câmbio” ou “mercado de divisas”. Uma fatia do imenso mercado financeiro, baseado em uma estrutura descentralizada e destinado a fomentar transações de câmbio de moedas em pares.

A primeira ideia de um mercado como esse nasceu por volta dos anos 1800, com a adoção do sistema monetário Padrão-ouro – ou Estalão-ouro -, que destacava a relação entre moeda e nível de preços, em um parâmetro que serviu de base para os conceitos de inflação e deflação na Economia contemporânea.

Padrão-ouro, nos anos 1800
Padrão-ouro, nos anos 1800

Antes deste modelo, os países basicamente usavam o ouro e a prata como forma de pagamento universal entre transações comerciais.

O Padrão-ouro, desta feita, carregava a ideia de que os governos, a partir do século XIX, convertiam o preço de suas moedas tradicionais em ouro, ou seja, as reservas de ouro desses sistemas políticos eram atreladas sempre às moedas fiduciárias.

Com o passar dos anos, a taxa de câmbio foi assim medida pela diferença de preço entre esses dois ativos. Daí o primeiro modelo de “Forex” da história, incluído neste paradigma o conceito, mesmo que vago, de spread usado no Forex até hoje, significando a diferença entre as taxas de duas moedas diferentes utilizadas no mercado cambial. Este modelo de Padrão-ouro vigorou até a primeira década do século XX, na esteira da iminente Primeira Guerra Mundial.

Primeira Guerra Mundial e crise do pós-Guerra 

Com a volatilidade e a especulação crescente na nova forma de intercâmbio de moedas a partir do início do século XX, trocou-se o ouro pelas moedas convencionais, no período que se seguiu durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), pois somente o ouro não era capaz de suprir a grande demanda de armamentos e víveres dos soldados das nações envolvidas após a deflagração do conflito, a escassez começara a se abater nos mercados e era preciso buscar uma reestruturação das finanças mercadológicas atreladas à política monetária internacional.

Durante a 1ª Guerra, a economia do mundo estava devastada
Durante a 1ª Guerra, a economia do mundo estava devastada

Em 1929, oriunda a partir do crash da Bolsa de Nova York, chega a Grande Depressão nos Estados Unidos e consigo a crise do pensamento econômico americano, calcada em uma crítica ao Liberalismo clássico, baseado no conceito de “mão invisível”, cunhado por Adam Smith, em detrimento à ascensão do Keynesianismo, constituído pela afirmação dos Estados como agentes indispensáveis ao controle econômico a partir de ações intervencionistas, especialmente após o nascimento da ideia de welfare state ou estado de bem-estar social.

Acordos de Bretton Woods: o dólar vira referência monetária para o mundo

Em fins da Segunda Guerra Mundial, a Liga das Nações, embrião do que viria a ser a ONU, reuniu os países mais industrializados do mundo, em 1944, na cidade de Bretton Woods, em New Hampshire, EUA, a fim de definir regras para a condução das relações financeiras e comerciais entre países desenvolvidos, especialmente os que sagra-se-iam vencedores do conflito. Nascia aí a Conferência de Bretton Woods.

Ali, se definiu que o ouro perderia o posto de maior representante nas negociações econômicas mundiais em detrimento da moeda americana, visto que os EUA se transformavam na maior potência econômica, após financiar a reconstrução da Europa e do Japão devastados pela guerra.

Desta feita, o dólar americano se tornou a moeda de reserva do mundo inteiro, usurpando um papel que pertenceu à Inglaterra até o início do século XX – em especial quando da criação do BIRD, fracionado tempos depois entre o Banco Mundial e o FMI.

Acordos de Bretton Woods definiu as relações comerciais entre os países desenvolvidos no pós-guerra
Acordos de Bretton Woods definiu as relações comerciais entre os países desenvolvidos no pós-guerra

O dólar, a partir de então, converteu-se no novo “padrão-ouro”, se firmando como a moeda de maior poder de compra do mundo. Ademais, a ideia de um fluxo livre de comércio estava entre os principais pontos das reuniões de Bretton Woods, aliada a um sistema internacional de pagamentos que facilitaria transações no intuito de prevenir flutuações nos valores ou possíveis desvalorizações. No centro do acordo, porém, havia ainda o consenso de que as taxas de câmbio entre os países que participaram da conferência seriam automaticamente atreladas ao dólar, o que queria dizer que as outras moedas seriam convertidas em dólar, e este fixado a uma taxa equivalente a U$35/onça – unidade de medida de massa do ouro.

Logo, à medida em que as outras moedas do mundo estavam atreladas ao dólar, as transações mundiais passaram a ser fixadas especificamente em USD, desencadeadas em essência pelo clima geopolítico do pós-guerra e consequente consolidação dos Estados Unidos como superpotência.

Anos Dourados à Década Perdida

Com o aumento vertiginoso do comércio na década de 1950, capitaneado pela escalada econômica após a reconstrução dos países europeus, houve a expansão das transferências de capital, tornando as taxas do Acordo de Bretton Woods cada vez mais instáveis, convertendo a nova conjuntura global a níveis de instabilidade.

Nesta época, os EUA executaram uma miríade de déficits na balança de pagamentos a fim de continuar a ser a moeda de reserva mundial, o que durou até a década de 1970.

Nessa época o presidente Richard Nixon, um ortodoxo econômico à moda de Keynes, enfrentava uma séria crise econômica no país, pois desde o fim dos anos 1960 as reservas de ouro da América estavam quase esgotadas a ponto de o Tesouro americano não conseguir cobrir os bancos centrais estrangeiros com o dólar, haja vista a imensa dívida pública que abrangia empréstimos contraídos pelo país junto a instituições financeiras públicas e privadas.

Por conseguinte, na noite de 15 de agosto de 1971, Nixon anunciou mudanças econômicas no país, entre elas a de que a moeda dos EUA não seria mais conversível em ouro: o presidente retirou o poder de conversão do dólar em ouro e congelou preços.

Suas medidas ficaram conhecidas como “Choque Nixon”. Este evento marcou o fim de Bretton Woods, ratificado posteriormente pela Crise do Petróleo, em 1973, passando assim a vigorar o regime de câmbio flutuante tal qual o conhecemos, usados como “modus operandi” no Forex.

Superinflação noticiada na Folha de S. Paulo durante a Década Perdida
Superinflação noticiada na Folha de S. Paulo durante a Década Perdida

Este mercado de câmbio moderno, que inclui  o Forex, nasceu durante a década de 1970. Durante trinta anos o Acordo de Bretton Woods estabeleceu restrições e normas para as relações comerciais e financeiras entre os países industrializados.

Assim, as taxas de câmbio flutuantes do regime cambial anterior, permaneceram fixas até a queda de Bretton Woods. As características após a dissolução do acordo foram: a elevação da liquidez com a maior classe de ativos do mundo, operação contínua funcionando 24h por dia, exceto fins de semana, a variedade de fatores que afetam taxas de câmbio a níveis baixos em comparação a mercados de renda fixa, o fator de alavancagem a fim de aumentar a margem de lucro nos spreads, etc. todos com forte relação ao que conhecemos hoje como mercado Forex.

Nos anos 1980, outro marco histórico compreendeu o desenvolvimento do Forex, o Acordo de Plaza. Este encontro, celebrado em Nova York pelo chamado “Grupo dos Cinco”, visava interferir nos mercados cambiais a fim de baixar a cotação do dólar americano e permitir a valorização de outras moedas (libra esterlina, iene, etc) em relação à moeda-chave. Na reunião, pela primeira vez, discutiu-se a intervenção dos bancos centrais de outros países e a influência de moedas estrangeiras para atender demandas globais.

Esse acordo democrático permitiu a cotação de moedas em pares no mercado financeiro. Estas intervenções dos mercados cambiais a favor da redução do dólar, aliadas ao marco da flutuação cambial que ocorrera desde a década de 1970 são mecanismos utilizados até hoje para a relação de troca de moedas em pares utilizadas pelo mercado Forex.

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