População de Águas Lindas e Valparaíso poderá escolher nesta sexta-feira (20) pela implantação ou não de programa do governo federal, em duas unidades dos municípios.

As audiências vão correr quase como uma surpresa a definição pelas unidades foi feita pelo Governo Federal na noite desta quinta-feira 19 em adesão ao Programa Nacional das escolas Cívico militares do Ministério da Educação (MEC)

A unidade escolhida em Valparaíso foi onde um professor foi morto por um aluno em maio desse ano. Superintendente da segurança Escolar e Colégio Militar a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), coronel da Polícia Militar Mauro Ferreira Vilela explicou que começariam avisar as comunidades locais ainda na noite desta quinta-feira sobre a audiência.

Nesta sexta-feira, segundo ele, avisariam nas escolas e na cidade de várias maneiras diferentes, seja com carro de som ou nas rádios locais. Dois policiais que são diretores de colégios militares irão conduzir as sessões. Conforme definição do programa do governo federal, para implantar o modelo é obrigatória a aprovação da comunidade escolar, por meio de uma consulta pública formal.

A intenção, segundo o coronel Vilela, é que o relatório com o resultado das
audiências públicas seja enviado ao MEC ainda nesta sexta-feira.
A pressa para realização da audiência é pelo fato de que o processo de adesão ao programa precisaria ser feito até a próxima sexta-feira (27), caso as escolas não aceitam modelo, o estado precisará buscar outras unidades. A informação de que o estado pretendia priorizar escolas da região do Entorno do DF foi publicada nesta quinta-feira pela coluna giro

O MEC também deve avaliar se as unidades se encaixam ou não nos critérios estabelecidos. Um deles é justamente que as escolas sejam na capital ou região metropolitana. Vilela acredita, entretanto, que não haverá problema quanto a isso. “Acredito que o MEC vá nos ceder. É Entorno de Brasília (a localização das escolas escolhidas)”, disse.

Apesar de constar nas definições dos critérios que as escolas devem ser nas capitais ou região metropolitana, em nota o MEC disse que “sugere-se que seja preferencialmente na capital ou região metropolitana”. O órgão disse ainda que o governo que aderir terá autonomia para indicar suas escolas, dentro dos critérios que julgar importante e respeitando os critérios
do programa. O MEC também pontuou que convidou todos os Estados a aderir ao programa, sendo que cada um pode indicar duas escolas.

A ideia do projeto pouco se diferencia do sistema já implantado nas escolas militares existentes no estado. Há basicamente duas diferenças: a presença de militares das Forças Armadas e o fato de que os diretores devem ser civis e não militares como é nas escolas militares de Goiás
O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares foi lançado no dia 5 deste mês. O objetivo é que a
implantação, em caráter piloto, ocorra já no ano letivo de 2020. Sobre quais seriam as diferenças entre o modelo e o já existente em Goiás, o MEC disse em nota que apesar de existir 60 colégios militares no Estado, o ministério não tem nenhuma gerência sobre eles.
“Para a construção do modelo do MEC, boas práticas utilizadas foram consideradas, porém o modelo não é exatamente igual ao modelo existente”,
garantiu.
A reportagem questionou ao MEC se estava denido se a PM-GO ou algum militar das forças armadas ocuparia a direção das unidades escolares, ao que o órgão informou que somente após a escolha das escolas serão assinados os acordos de cooperação que conterão os
detalhes e especicidades de cada Estado. Cabe destacar que no modelo do MEC não previa substituição dos profissionais das escolas por militares pontuou.
O superintendente da segurança escolar e Colégio Militar da Seduc, Coronel Mauro Vilela disse acreditar que o MEC poderia preferir que o militar fizesse a gestão da unidade para dar um caráter militar e a questão pedágio pedagógica ficaria com os professores que é como acontece nos colégios militares de Goiás.
O Coronel também afirmou que o estudo do governo federal foi feito com base na realidade de Goiás e de escola das Forças Armadas entre outros estados. ”Fizeram um mix entre o nosso modelo e das Forças Armadas. disse.
A escola estadual Céu Azul em Valparaíso de Goiás em torno do Distrito Federal que foi escolhida pelo governo estadual para receber em caráter piloto o programa nacional das escolas Cívico-militares, foi onde o coordenador de turno Júlio César Barroso de Souza de 41 anos foi morto com dois tiros por um estudante de 17 anos da unidade em abril deste ano, na época o ministro da educação Abraham Weintraub chegou a visitar o local na unidade ele sua equipe se reuniram com corpo docente na escola.
O superintendente de segurança escolar e colégio militar na Seduc, Coronel Mauro Ferreira Vilela nega que a morte do Coordenador tenha sido usada como critério para escolha da escola para aderir ao programa, segundo ele, a secretaria segui os critérios estabelecidos pelo Governo Federal que envolve vulnerabilidade social e baixo desempenho no índice de desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). ” Não foi por isso, não é porque tem os requisitos do MEC, tem fundo e habilidade Ideb baixo afirmou.
Na época do crime um servidor da unidade informou ao popular que tudo começou depois que o coordenador tentou intervir em uma discussão entre o estudante e uma professora, no mesmo dia em que ele foi morto o coordenador teria avisado, que Iria transferir o estudante, que teria se revoltado contra a vítima.
Também esse ano no dia 30 de agosto um professor foi morto após ser esfaqueado por um aluno no Colégio Estadual Machado de Assis em Águas Lindas.  Bruno Pires de Oliveira de 41 anos atuava como coordenador pedagógico e lecionava geografia, o aluno Anderson Silva Leite Monteiro de 18 anos foi preso pela morte do professor, ele era estudante do nono ano do ensino fundamental na unidade.
Para o programa do Governo Federal Goiás está dando outra escola na mesma cidade a Escola Estadual de Águas Lindas o Coronel Vilela explicou que a unidade onde o professor foi esfaqueado e morto possui Ideb considerável. ”A escola é boa é até segura, com muro alto disse frisando que o Seduc seguiu os critérios estabelecidos pelo MEC e que por isso a Escola Estadual de Águas Lindas foi escolhida e não Colégio Estadual Machado de Assis.
Fonte: Jornal Opção

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